terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Decoração vintage – Café Paris



Esse projeto de decoração foi uma verdadeira viagem no tempo, pois a inspiração foi a Paris dos anos 20 e o charme do Rio Antigo, então procurei retratar da melhor forma a saudosa Belle Époque Brasileira no casamento de Aline e Vitor.

O cenário dessa viagem foi o charmoso Bistrô do Ouvidor, um típico bistrô francês onde procurei respeitar totalmente o ambiente acolhedor. Acredito que a primeira coisa que devo pensar ao aceitar a proposta de um casamento retrô é orientar os noivos a situarem um tempo para criar a atmosfera vintage, que pode ser anos 20, 50, 60 etc. O fundamental é fazer uma marcação no tempo, pois nenhuma noivinha quer que sua decoração fique com um ar de brechó, com uma mistura de vários objetos e referencias de diferentes épocas , tonando tudo sem sentido e uma grande mistureba, haaha!

E justamente para ser fiel à época escolhida pelos noivos, eu fiz uma longa pesquisa sobre estilo da época e vibrei a cada possibilidade de criação que descobria.

A primeira providência foi alugar um gramofone. Como havia a possibilidade de interditar a Rua do Ouvidor, não tive duvidas sobre colocar algumas mesas de convidados na rua e fazer um ambiente no estilo dos cafés parisienses. Também combinei com os noivos de fazer uma surpresa para os pais, então pedi que pegassem as fotos dos casamentos deles para usar na decoração. Então lá fui eu em pleno domingo de manhã à charmosa Feira de Antiguidades da Praça XV, visitando várias barraquinhas atrás de alguns porta-retratos bem antigos para compor a decoração.






O ponto forte desse projeto ficou a cargo dos múltiplos detalhes, então não economizei e fiquei louca quando, passeando por um shopping despretensiosamente, passei por uma vitrine e encontrei uma miniatura de um Ford 1920, o mesmo que a noiva iria chegar à igreja. Vibrei de felicidade e não tive dúvidas: entrei na loja e, para minha surpresa, achei também uma linda réplica da Torre Eiffell. Os dois itens marcaram presença na celebração.

Imaginei-os na composição do espaço lounge na calçada da Rua do Ouvidor, mas ainda estava faltando alguma coisa... Em meio a minha mente borbulhante de ideias, eis que pensei que ficaria perfeito um jornal francês na mesinha para ajudar a compor o ambiente. Agora para conseguir esse jornal... Hahaha! Fiquei meses tentando achar alguém que pudesse conseguir para mim, até que, conversando, com um amigo jornalista, ele me indicou uma banca no Centro que poderia ter. Fui imediatamente lá e descobri que teria que encomendar, mas a espera valeu a pena: consegui um Le Monde Diplomatique originalíssimo!



Outra loucura foi que na semana do casamento eu cismei que estava falando alguma coisa e que as mesas no meio da rua não eram suficiente. Então encasquetei que teria que conseguir ombrelones para colocar entre as mesas. Não foi fácil achar os danadinhos para alugar com um preço bom e, ainda por cima, perto da data do casamento. Encontrei alguns em um restaurante no Rio Antigo. Foi aí que tive uma ideia audaciosa: entrei no restaurante e procurei o gerente , que me olhou espantado e provavelmente me achou louca, pois eu estava pedindo para ele me alugar quatro unidades dos danadinhos para o domingo seguinte, hahaha! Felizmente ele me ajudou e garantiu os ombrelones.

Resultado: consegui alugar por um bom preço e fiz o ambiente do jeito que idealizei.


A paleta de cores que segui contava com rosa e azul. Não exagerei nas flores, pois o projeto pedia uma sutileza que não caberia arranjos muito cheios e pomposos.





A identidade visual foi um charme a parte, pois mandei fazer o cardápio em francês (com a devida tradução para o português), os docinhos foram identificados com plaquinhas e a reserva da mesa dos pais, fixei em uma rolha de champagne. Ai, ai... Um sonho!





Aluguei alguns poucos móveis para compor o ambiente, pois o bistrô já oferecia boa parte do mobiliário. Entretanto, como queria oferecer o máximo de mesas para os convidados, resolvi alugar o mobiliário do espaço lounge, a mesa de doces e um aparador.

As peças da mesa de doces foram escolhidas com muito carinho. Procurei pegar peças sofisticas, pois o meu objetivo foi gerar um contraste entre a beleza das peças e o lado rústico do ambiente. Por isso posicionei a mesa do bolo e a dos doces em uma parede de pedra e barro em demolição.










O resultado, eu sou suspeita de falar, mas acho que ficou fofo e bem dentro da proposta que os noivinhos sonharam.

Noivinhas, sintam-se à vontade para fazer qualquer pergunta que responderei com o maior carinho.

Beijos e até a próxima postagem.

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